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Novidades - "Velório de Paulo Sérgio"
A dor dos amigos e fãs no adeus de Paulo Sérgio (Matéria da revista "Ilusão" - Agosto/1980).

Ele tinha apenas 36 anos! Tentava se reerguer, retomar sua carreira, voltar aos bons e velhos tempos de glória. De repente, sua luta foi interrompida! Em São Paulo, num domingo como os outros, Paulo Sérgio acaba de participar do programa Hora do Bolinha, da rede Bandeirantes. No fim da tarde, acompanhado por mais três amigos e colaboradores, ele sai do auditório para pegar seu carro, estacionado próximo à Av. Brigadeiro Luis Antônio. Várias fãs o cercam. Querem beijos, autógrafos, carinhos, fotografias. Uma delas, agressivamente, começa a comentar fatos relacionados com a vida íntima do cantor e sua ex-mulher, Raquel Telles. Para evitar encrencas os amigos tratam de afastar Paulo dela, enquanto a moça garante que ainda tem muito que dizer. Já nervoso, Paulo Sérgio dá a partida em seu carro, mas, quando manobra o veículo, é atingido por uma pedrada no pára brisa. Fora de si, ele desce do automóvel e parte em perseguição à moça. Esta se refugia no interior de um edifício. O zelador não permite que Paulo a siga. Furioso, Paulo avalia os danos causados a seu veículo e aguarda, na calçada, que a garota volte à rua.

Seus acompanhantes procuram acalmá-lo. Ele ainda tem de cumprir três apresentações, antes que o domingo acabe. Finalmente, o convencem a esquecer o incidente e sair dali. Rumam para uma pizzaria em Moema. Paulo tenta fazer um lanche. Mas não consegue comer direito. Tem muita dor de cabeça e nenhum apetite.

A primeira apresentação é no Grajaú, bem depois de Santo Amaro. Quando termina de cantar, Paulo chama seu secretário, pede que ele encontre uma farmácia e providencie comprimidos para sua dor de cabeça, que está cada vez mais forte. Engole dois de uma só vez e parte para Itapecerica da Serra. Mas, lá, só consegue cantar quatro músicas. A cabeça lateja, a visão está meio turva. Ele cambaleia até o camarim. Logo depois, os amigos o encontram gemendo baixinho e tendo tremores por todo o corpo. É levado até o carro e transportado para o Hospital Piratininga. De lá, o enviam para o Hospital São Paulo. Paulo está em estado de coma. O diagnóstico é rápido: Um derrame cerebral!

Após as primeiras providências clínicas, é internado na Unidade de Terapia Intensiva. Tem início assim uma terrível batalha pela sua sobrevivência. Amigos e parentes são alertados. Apesar de preocupados, todos estão confiantes. Afinal, ele é um homem forte, sadio... e com apenas 36 anos. Claro que se recuperará!

Os médicos, no entanto, fizeram o que foi possível. De nada adiantou. Na manhã de segunda-feira, 28 de julho, os corredores do hospital estão repletos de pessoas que querem ver e saber alguma notícia sobre o estado de Paulo Sérgio. O otimismo já cede lugar a um certo desespero. Afora os familiares, ninguém tem autorização para entrar na UTI, onde ele se encontra.

As reações de Paulo Sérgio não são favoráveis. Dr. Pimenta, chefe da equipe, que incansávelmente tenta reabilitar o cantor, após exames minuciosos, revela aos familiares de Paulo que suas possibilidades de sobrevivência são mínimas, quase que inexistentes. Mesmo assim, a luta prossegue. No hospital, a vigília é continua. Mais uma noite e o estado de saúde de Paulo Sérgio, ao invés de melhorar, se agrava. Às 14 horas e trinta minutos de terça-feira, 29 de julho, não há a menor possibilidade de melhora. O cantor Paulo Sérgio está praticamente sem vida, apenas os aparelhos mantêm sua respiração, seu batimento cardíaco. Às vinte horas e trinta minutos, tem fim sua longa e dolorosa agônia. Paulo Sérgio está morto.

Reportagem: Ézio Ribeiro. Texto: Décio Piccinini. Fotos: J. Ferreira da Silva.





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